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26 julho 2005

Jogo do Rato

Muita gente não conhece este tão másculo jogo.
Só pode jogar quem é macho, mesmo. O prémio em jogo é uma garrafa de vinho.
Tudo se passa num barracão, rodeado pelos machos. No seu interior diversas caixas de madeira formam uma circunferência. Essas caixas têm uma pequena abertura e uma carta colada no topo. Em cima de cada caixa está ainda uma garrafa de vinho. No centro está uma espécie de uma campânula de ferro, que é puxada para cima através de uma roldana presa ao tecto do barracão. A corda que passa na roldana tem preso um sino/choca para fazer cagaçal.
Para terem uma visualização melhor, cá está um diagrama de como aquilo se parece visto de cima:

Pronto, eu posso explicar o mau estado disto.
Lembrei-me de escrever este post quando tava numa churrasqueira domingal. Tirei o lápis de trás da orelha e o primeiro papel que encontrei no bolso - um recibo qualquer - e desenhei. Acontece pois que o cabronete do papel parecia que estava vivo e me salta da mão para o meio das brasas. Pois que me apressei a ir buscá-lo, com a mão besuntada de óleo, o que o manchou. Queimei um bocado a pilosidade da mão, mas com isso posso eu bem.


Mas porquê «Jogo do Rato»? Passo a explicar. Dentro da campânula está um rato, que não é um rato, é um - cá vai rabetice - porquinho-da-índia. Mas homem que é homem caga nisso. É peludo, é pequeno, tem ar de roedor: é um rato, foda-se!

O processo de jogo é muito simples. O macho que está a mandar no jogo vende cartas à máscula audiência, cada um compra as que quer. As cartas vendidas são iguais às que estão coladas nas caixas. Ora, está-se mesmo a ver o que se passa. Quer dizer, os téoricos D'Homem estão. Deus deu-vos cabeça mas pelos vistos é apenas para usar boné e dar cabeçadas (ou deveria ser), portanto explico: é levantada a campânula. A merda do rato entra numa caixa. Quem tiver a carta igual à que está colada à caixa leva a garrafa que está por cima da mesma.

Veja-se o ambiente em que isto se passa. Vários homens, suados, nas festas da aldeia, à volta de um barracão de madeira a desengonçar-se todo. Perfuma este ambiente não só o cheiro a vinho mas também a churrasco e farturas. Qualquer mancebo caía redondo no chão só de se aproximar de local tão colhão.

Este jogo leva sempre a que os machos incitem o rato a entrar na caixa que querem, mas tem de ser feito como deve ser: «Ó rata, entra nesta caixa... Anda lá ratinha...». A grande maioria tenta incitar à estupor, fazendo um escarcel danado, o que faz com que o rato apenas se assuste mais, às vezes nem sai do centro o cabrão.

Os machos provocam-se, como de costume. Se um macho - para efeitos de exemplo será o Zé da Adega - está a ter muita sorte, muito provavelmente ouve: «O Zé da Adega está ali com muita sorte. Parece que conhece bem esta rata, mas é só mesmo esta...

Agora tentai aproveitar a Pedagogia do Colhão que vos ensinamos, e apliquem-na assim que possível. Pode ser que estejam com tanta sorte como eu numa noite em que ganhei 2 garrafas em 3 jogos, apenas com duas cartas em cada.

Aprendam enquanto é tempo, que nós não duramos sempre.

Ressabianços: 2

Blogger Morgaine
(28 julho, 2005 20:13)

Epa, não percebi nada...

 
Blogger Zoom
(28 julho, 2005 21:49)

Vejamos.
Eu vou jogar. Então faço o seguinte. Pago um certo valor, e recebo um ás de espadas e um valete de copas.
Ora, depois de todas as cartas vendidas, levanta-se a campânula, o rato começa a andar e entra numa caixa.
Ora, colado em cima dessa caixa estava um valete de copas e um Monte Velho tinto. Impecável, eu ganho o Monte Velho tinto, o chefe recolhe as cartas todas, e inicia-se outro jogo.
Calhou-me, mas podia não ter calhado.

 

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